Deus?
Um nome que angustia alguns, dá paz a outros,
revolta os que n'Ele não acreditam,
amado, procurado por mil caminhos.
Encontrado por poucos, buscado por todos.
Os filósofos tentam explicar quem é Deus; mas a resposta não satisfaz.
Os teólogos determinam a essência de Deus, mas Ele é muito mais.
Todas as respostas não acalmam as angústias humanas.
Queremos saber mais, sempre mais: Quem é Deus?
Só os santos, os místicos enxergam quem é Deus
e O proclamam sorrindo, saltando e cantando:
"Deus é amor".
O amor não se explica: se vive.
Experimenta-se a força do amor, não tanto amando, quanto deixando-se amar.
Deixar-se amar por Deus é permitir-lhe vir a nós, agir em nós, transformar-nos.
Deixa-se amar quem é dócil como o barro nas mãos do oleiro,
quem se deixa elevar e conduzir aonde Ele quer.
Deus, mais do que ser amadopede que nos deixemos amar.
Ele busca quem O acolhe. Como O acolheu Maria.
Deus é o divino mendigo, nômade e peregrino que não se cansa de andar
e de bater à nossa porta:
"Eu estou à porta e bato: se alguém ouvir minha voz e abrir a porta,
entrarei a sua casa e cearei com ele e ele comigo". (Ap. 3,20)
Estar de porta aberta, receber o Cristo que vem, acolher o Cristo que pede, é deixar-se amar por Ele.
Inútil é o esforço do homem que quer amar sem deixar-se amar.
"Não fomos nós que amamos primeiro, mas Deus nos amou primeiro."
Só experimentando a doçura, a paz, a tranquilidade da certeza de sermos amados, teremos a possibilidade de amar.
Os santos são aqueles que se deixam amar por Deus, embriagados de amor,
percorreram as estradas do mundo gritando: Deus é amor.
Agostinho, Teresa D'Ávila, Teresinha, Francisco, Antonio,
Madalena, João da Cruz, Paulo, Rita,
e a legião de santos anônimos só sabiam dizer:
Deus é amor.
Quer conhecer a Deus? Não duvidar d'Ele?
Não se esforce em procurá-LO, em amá-LO.
É Ele que o procura, que o ama;
deixe-se encontrar por Ele.
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